sábado, 25 de dezembro de 2010
Postado por Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão às 22:14 0 comentários

"Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas, minhas tristezas, absolutas. Entupo-me de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos. Eu caminho, desiquilibrada, em cima de uma linha tênue..entre a lucidez e a loucura..."
Postado por Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão às 21:10 0 comentários
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Um pouco menos
Em poucos momentos na vida me senti tão perdida como nos últimos meses, parece que toda minha vida tinha tomado rumos inesperados, e que não eram nada agradáveis. Passei dias difíceis, isolada pensando um pouco na vida, me torturando com o que poderia acontecer, com o que poderia ser feito..., e acabei esquecendo de ser quem sempre fui, acabei esquecendo de amar, acabei esquecendo de viver...
Postado por Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão às 22:56 0 comentários
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Há muito tempo participei dos melhores jardins que já pude ver crescer, cuidei e fui cuidada pelas coisas mais importantes que pra mim já existiram. Mas daí o tempo fechou, e arrastou com ela quase tudo de bonito que tinha cultivado, levou consigo inclusive minha vontade de estar ali, levou consigo toda a alegria que um dia carreguei comigo, minhas pétalas já não existem, e nem eu quero que elas existam...
Aqui sozinha fico me perguntando se a chuva carregou pra me provar que sou forte o suficiente pra aguentar outra tempestade, ou se foi só pra me mostrar o quão frágil sou, seja o que for não acho que seja capaz de suportar muito mais.
Postado por Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão às 00:14 0 comentários
sábado, 13 de novembro de 2010

Tenho medo de perder a capacidade de olhar as coisas simples que tanto admiro. Tenho medo de me trancar entre as minhas dores e me negar a ver tudo de bom que ainda tenho. Tenho medo de por isso ficar sozinha. Tenho medo de me tornar amarga, de me tornar minha pior inimiga. Tenho medo de perder a razão, tenho medo de perder, tenho medo de não suportar... E veja só... eu que sempre tive medo de sentir medo...
Postado por Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão às 23:21 0 comentários
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma de nossos corpos e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia. E se não ousarmos fazê-la teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa
"Vou te dizer o que eu nunca te disse antes, talvez seja isso o que está faltando: ter dito. Se eu não disse, não foi por avareza de dizer, nem por minha mudez de barata que tem mais olhos que boca. Se eu não disse é porque não sabia que sabia — mas agora sei. Vou-te dizer que eu te amo. Sei que te disse isso antes, e que também era verdade quando te disse, mas é que só agora estou realmente dizendo."
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domingo, 22 de agosto de 2010
The king
Ele não sabe mais nada sobre mim.
Não sabe que o aperto no meu peito diminuiu, que meu cabelo cresceu,
que os meus olhos estão menos melancólicos, mas que tenho estado quieta, calada, concentrada numa vida prática ,
e sem aquela necessidade toda de ser amada.
Ele não sabe quantos livros puder ler em algumas semanas.
Não sabe quais são meus novos assuntos nem os filmes favoritos.
Ele não sabe que a cada dia eu penso menos nele,
mas que conservo alguma curiosidade em saber se o seu coração está mais tranqüilo, se seu cabelo mudou,
se o seu olhar continua inquieto. Ele nem imagina quanta coisa pude planejar durante esses dias ,
e como me isolei pra tentar organizar todos os meus projetos.
Que tenho sentido mais sono e ainda assim,
dormido pouco.
Que tenho escrito mais no meu caderno de sonhos.
Que aqui faz tanto frio, ele não sabe por mim.
Ele não sabe que eu nunca mais me atentei pra saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável.
Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre.
Ele não sabe que eu entendi que se eu resolver a minha dor,
ainda assim, poderei criar através da dor alheia sem precisar sofrer junto pra conceber um poema de cura.
Hoje foi um dia em que percebi quanta coisa em mim mudou e ele não sabe sobre nada disso.
Ele não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha.
Ele não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia:
ele nem imagina que foi ele quem me ensinou esta alegria.
......
Eu te agradeço por esse afastamento lento e gradual e pela viagem interrompida por seus perpétuos atrasos causados pelo medo de tirar os pés do chão.
Agora, a cada dia eu preciso de uma roupa nova desde que minhas malas
foram extraviadas para sempre com todo o nosso excesso de bagagem.
Eu te agradeço pela honestidade da sua omissão tão previsível que sempre confundi com meus presságios.
Essa ida sem despedida que você covardeou: eu finjo que não sei, você finge que não foi.
E a gente segue inventando que ainda se interessa pelo que começamos a construir juntos,
num outro contexto, pra realçar nossos vínculos.
Eu te agradeço a descoberta de que se não seguimos juntos nessas coisas do amor,
seja porque talvez
eu, veterana
enquanto
você ama-dor.
[Marla de Queiroz]
Postado por Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão às 12:33 0 comentários

