Aprendi que não importa o quanto você tenha, o importante é ajudar quem tem menos ainda...
Que existem pessoas que só precisam ser compreendidas e tratadas de uma forma diferente...
Que a solidão quando vai embora deixa no seu lugar um sorriso inocente...
Que pessoas presentes há tanto tempo são capazes de se mostrar ainda mais especiais...
Que o futuro nem sempre é como nós queremos, mas que mesmo assim temos ainda que imaginar como será e tentar ser feliz mesmo assim...
Que decisões tomadas de repente são inesquecíveis...
Que lábios inalcançáveis, tão repentinamente ficam próximos como nos maiores delírios...
Que dança de rua também tem seu lado romântico...
Que quando as coisas acontecem sem compromisso são bem melhores...
Que em sete mesas cabe muita história e muito amor...
Que lembranças lindas podem ser guardadas em músicas terríveis...
Que muitas risadas podem ser dadas naturalmente, simplesmente por nada...
E que é muito bom voltar para casa com uma bagagem maior do que a que carregamos na ida...
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Entre outras coisinhas...
Postado por Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão às 22:22 0 comentários
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Dia do amigo
Quantas vezes em nossa vida precisamos de alguém para dividir a felicidade de um momento, ou ainda a tristeza que nos angustia...?
Um amigo serve pra isso, serve pra dividir o peso da vida, serve pra trocar 'pedaços' entre si, fazendo com que as vitórias de um, sejam alegria pro outro e a derrota de um, infelicidade do outro.
Nós não escolhemos amigos, eles acontecem... simplesmente um dia quando nós menos esperamos um desconhecido invade sua vida e te ganha de uma forma rápida e definitiva...
Tenho amigos... e como é estranho para mim hoje pensar que já jurei... enfim...não vale a pena lembrar.
Graças também a eles passei por muitas coisas na vida, passei por coisas que nem mesmo eles sabem..., mas quem disse que para ajudar alguém na vida nós precisamos que os outros saibam realmente o que aconteceu?..., perdi as contas de quantas vezes estava com o choro preciptando e um amigo chegou brincando e me fez esquecer..., ou quantas vezes eu estava alegre e eles simplesmente riam sem nem ao menos saber o motivo de tanta alegria..., e ainda nos dias em que me sentia sozinha..., quantas vezes deitei no colo de cada um e recebi um carinho que me fez lembrar que não estou só, e que nunca vou estar.
Amigos na brincadeira, na dor, na alegria, nos filmes, nas tarde de tédio, nas filosofias... somos muito diferentes, e com muitos defeitos... mas mesmo assim nos amamos cada dia mais, como isso acontece?... bom ..."inevitável é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho"
Postado por Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão às 21:25 0 comentários
domingo, 19 de julho de 2009
Eu sei, mas não devia
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar o café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduiche porque não dá para almoçar.
A sair do trabalho porque já e noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a poluição.
As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
As bactérias de água potavel.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, e se perde de si mesma.
(Clarice Lispector)
Postado por Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão às 22:26 0 comentários
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Saudade
Existem pessoas que fazem falta em nossas vidas. Quanto mais especiais e mais importantes para nós, tanto mais sentimos falta da presença delas, das coisas simples, dos pequenos gestos. É um sentimento que preenche a alma, mas, ao mesmo tempo, traz um vazio ao peito. Uma saudade sem tamanho.
Se estamos em um lugar e a saudade aperta, mesmo que tudo diga que a pessoa não virá, há uma esperança tão grande, que a todo momento vivemos a expectativa do encontro. Não importa o que nos dizem e o quão contrárias sejam as notícias, o coração vive a expectativa da chegada no olhar que busca o amigo em todos os lugares. Mesmo que demore dias, meses, anos, o coração sempre espera ansioso o reencontro com o coração do amigo.
Mas por que tudo isso? Por que esse sentimento tão forte de ausência e de saudade que preenche a alma? Por que isso não acontece com todas as pessoas?
Já dizia o poeta que quando sentimos saudade de um amigo, sentimos saudade do pedaço de nós que está no coração dele. Por isso o sentimento de ausência. Por isso a saudade tão forte. Só nos sentimos completos quando encontramos nele o pedaço de nós mesmos que nos falta. Não é uma dependência afetiva da pessoa, pelo contrário, é uma necessidade de encontrar a si mesmo nela.
Esse encontro não se limita à presença física, ele a transcende porque o sentimento que há nos corações nos leva além do tempo e do espaço. Padre Léo dizia: “A presença física é a mais pobre das presenças”, mas quando ela é sublimada, torna-se parte de um todo e intensifica o que já existe. Não depende de estar perto da pessoa, mas se há o sentimento puro e verdadeiro, essa proximidade se plenifica.
No entanto, não esperemos viver isso com todas as pessoas; essa graça ocorrerá com poucas, não porque algumas sejam melhores que as demais, mas porque foi a essas pessoas que Deus confiou parte de nós mesmos para que por elas fôssemos cuidados.
Essa é a saudade de uma verdadeira amizade. A saudade que é uma pessoa. Via pela qual encontramos no amigo a nós mesmos. Encontramos o que falta em nós e que a ele foi confiado por Deus. Por isso dói, por isso traz um vazio ao peito. Sentimos falta do pedaço de nós mesmos que ele traz em si.
(Canção Nova)
Postado por Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão às 22:27 2 comentários
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Olhe nos meus olhos
Olhe nos meus olhos
E diga o que você
Vê quando eles vêem
Que você me vê
Olho nos seus olhos
E o que eu posso ler
Que eles ficam melhores
Quando eles me lêem
Eu leio as suas cartas
Eu vejo a letra
Meu Deus que homem forte
Que me contempla
Sou sua mas não posso ser
Sou seu mas ninguém pode saber
Amor eu te proíbo
De não me querer
Olho nos seus olhos
E sinto que você
Faz eles brilharem
Como astro rei
Olhe nos meus olhos
E o que você vai ver
Seu rosto iluminado
A lua de um além
Eu leio as suas asas
Borboletas
Meu Deus que linda imagem
Me atormenta
Sou seu mas eu não posso ser
Sou sua mas ninguém pode saber
Amor eu te proíbo
De não me querer
(Nando Reis;Nos seus olhos)
Postado por Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão às 23:15 0 comentários
Marley e eu
Para um cão,você não precisa de carrões,de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dara o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?
Postado por Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão às 21:59 0 comentários
terça-feira, 14 de julho de 2009
Voltei pra perguntar

O que deixo, o que marco em sua vida
Quando passo por você?
O que meus olhos confessam
Quando encontram com os seus?
Se eu deixo uma saudade boa pra lembrar
O que fica de mim?
Eu pergunto se valeu a pena
Ter deixado eu ir além
Ter entrado aí na sua casa
Dividindo o que é seu
Essa vida vai muito depressa
E é bom saber
O que deixei de mim?
(Voltei pra perguntar; Fábio de Melo)
Eu sempre quis fazer as perguntas que estão sendo citadas na música, aliás esse é uma das minhas maiores curiosidades..., mas minha vergonha de perguntar sempre foi grande demais, nunca tive coragem o suficiente para fazê-las...
Em qualquer que seja o relacionamento sempre vamos nos dar e em troca receber um pouco do que o outro tem a nos dar, mas em todos os meus nunca soube dizer o que dei, o que mostrei..., só posso dizer que sempre tentei dar o meu melhor, se não consegui... perdão, mas eu tentei.
Postado por Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão às 21:11 0 comentários

