'' Com o passar dos anos, percebo que uma personalidade madura é simples, que na simplicidade está a sua maior riqueza, pois é o que lhe faz ser totalmente íntegra em suas ações.'' [Camille Claudel]
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Com o passar dos anos...
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domingo, 8 de novembro de 2009
"Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa"
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domingo, 1 de novembro de 2009
Presente de grego
"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!”
Esses últimos dias tenho me visto como uma covarde, nesses últimos tempos tenho fugido da dor, te deixado para trás, e tentado deixar para lá muitas coisas dentro de mim, fantasmas que sei que não vão deixar de existir somente pelo fato de eu os ignorar..., mas enquanto tiver forças eu vou ignorar o que me causa dor...
Covardia?..., pode ser..., creio que sim. Eu não sou perfeita e nem tenho vontade de ser, a perfeição não me atrai.
Se hoje eu fugi de você?..., sim, eu fugi!. Se eu não tinha medo de sentir dor?... não, não tinha nem tenho medo da dor, só não gosto de senti-la conscientemente, preciso de loucura pra me atirar de um precipicio, loucura essa que você não desperta em mim.
Eu gosto muito de você, carinho do tamanho do mundo..., poderiamos ser amigos coloridos..., mas estamos em um ponto, ou somos tudo, ou somos nada um na vida do outro. Me desculpe, decisão tomada, prefiro sentir a maior dor, a dor do 'se', não sei o que seria se tivesse ido em frente, mas prefiro não saber e te guardar como uma coisa querida e inacabada, "gosto do jeito do inacabado".
Seja feliz, me guarde sempre com você.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Aquarela
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...
As verdades mais doloridas são ditas em palavras singelas...
[Desculpe as cores do texto, mas eu tive meus motivos.]
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
N...
e se quisesse podia permitir-se o luxo de se tornar ainda mais sensível,
ainda podia ir mais adiante..."
Não poderia começar algo pra você sem deixar Clarice falar de você por mim, todas as vezes que leio esse fragmento lembro de você, pra mim essa é tua definição.
Não pretendo aqui fazer uma obra de arte, até pq sabes mt bem que arte não é meu ponto forte, mas pretendo exprimir sentimentos, não q isso seja fácil, mas quero por pra fora agora algumas coisas que ainda não foram ditas, e reafirmar coisas que digo sempre.
Hoje a lembrança mais nitida que tenho sua é o dia que eu te disse que queria começar com você uma amizade, não sei se você lembra...,provavelmente não, foi no dia em que veio me deixar o primeiro livro emprestado, Clarice lógico..., ela foi o primeiro presente que você me deu, o primeiro de vários. Nunca tinha ouvido falar em Clarice Lispector, nunca tinha sentido Clarice..., obrigada por me apresentar, não só a ela, mas também a leitura.
Estranho o modo como nos aproximamos, não me recordo de um meio termo entre nós, passamos de inimigas mortais, a amigas leais..., em um sopro. Mais estranho ainda é a forma como você consegue me fazer perder a vergonha e me mostrar, me expor..., as vezes tenho a péssima sensação de ser completamente transparente, me entenda ninguém além de você me olha nos olhos durante tanto tempo. Tenho medo em certos momentos do quanto eu estou nas tuas mãos, mas ele logo é sucumbido pela confiança que tenho em você, ela já chega a ser cega.
Por várias vezes passo a semana torcendo pra que chegue logo o domingo, ah! o meu refúgio..., você é o ponto central dele. Não consigo falar de sentimentos tão abertamente com mas ninguém, e durantes os dias que vivo... acumulo dentro de mim tudo que sinto e jogo tudo em cima de você assim que te vejo, obrigada por me ouvir, por me entender, por estar comigo sempre que eu precisei, por mergulhar no que você não conhece comigo, por se render junto comigo.
Amo o jeito com que tenta me encarar, por mas que você não mantenha. Amo o jeito como me dá atenção. Amo o jeito como responde minhas perguntas. Amo o jeito como embarca em meus devaneios.Amo o jeito como você vê além do óbvio.Amo o jeito como percebe as coisas. Amo teu jeito de ver a vida, por mas q muitas vezes eu não compartilhe do teu ponto de vista, você me fez ver que tudo q vem de você é digno de respeito. Aliás, eu te respeito, não só isso... eu te admiro.
Muitas pessoas vão passar a te admirar da platéia que estás formando graças ao teu talento, você sabe que é boa no que faz, mas saiba que eu prefiro não partilhar dela..., quero fazer parte da tua equipe de apoio, vejo tudo dos bastidores, aplaudirei tanto quanto os da plateia, a diferença é que se um dia você tropeçar a tua platéia te vaia,e te esquece, o teu apoio te ajuda a se reerguer, conta comigo pra qualquer coisa.
Nós sabemos que nossa amizade vai sofrer com a distância, e com o tempo, mas nunca vou esquecer das dores compartilhadas, das opiniões, das ideias, dos sentimentos, das músicas, das poesias... dói de uma forma aguda quando penso que vai chegar o dia que vou querer te ver, e não vou poder subir até a sacada as 5 da tarde e te ver, que não vou poder mas te ter em todos os feriados e fds.
Sei que você não queria saber que posição você ocupa na minha vida, e por isso não vou dizer, mas posso te dizer que é um dos mais bonitos que eu tenho dentro de mim.
Sou de poucos gestos,e de muitas palavras, como você mesma escreveu..., mas tome isso como um gesto, estou aqui me despindo de todo preconceito que possa habitar eu meu ser, pra te dizer que você é uma das pessoas mais limpas que eu conheço, das que mais apostam naquilo que acreditam, das que tem mais sede de vida, das que mais sabem amar, das que mais dão valor em ser amada, das mais inteligentes, das mais amigas, das mais sinceras... E o mais absurdo é que não te amo por isso, amor é uma coisa que se dá sem ter motivos, e por nenhum motivo, eu te dou.
O carinho que sinto por você é definitivo como tudo o que é simples, mas que ninguém se engane só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.
Não sei por quanto tempo te terei na minha vida, mas enquanto aqui dentro de mim habitares, espero que tenha uma boa estadia.
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domingo, 25 de outubro de 2009
Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...
[Carlos Drummond de Andrade]
Postado por Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão às 14:56 0 comentários
sábado, 24 de outubro de 2009
Eu quero...

Eu quero mais piadas internas, acordar de madrugada com uma msg da pessoa que amo, eu quero uma florzinha roubada de um jardim qualquer. Quero um amor aventureiro, quero um beijo no meio da briga, quero surpresas, quero uma coletânea com músicas ruins ou não, que descrevam o MEU amor. Quero ter vontade de gritar com alguém, quero jogar coisas em alguém e dizer 'saia da minha vida', mesmo sabendo que se sair, eu morreria cada dia por dentro. Não quero que fale que meus olhos são lindos, mais que por algum motivo, que goste de olhar para eles.
Postado por Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão às 15:51 0 comentários

